Você já ouviu falar da LGPD? A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais é uma legislação que entrou em vigor em 2020 e que tem como objetivo proteger os direitos fundamentais de liberdade e de privacidade das pessoas naturais. A LGPD se aplica a qualquer operação de tratamento de dados pessoais, seja ela realizada por pessoa física ou jurídica, pública ou privada, no território nacional ou fora dele, desde que envolva dados de indivíduos localizados no Brasil.
Mas o que são dados pessoais? São todas as informações relacionadas a uma pessoa identificada ou identificável, como nome, CPF, endereço, e-mail, telefone, etc. Esses dados podem ser usados para diversos fins, como oferecer produtos ou serviços, realizar pesquisas, executar políticas públicas, etc. No entanto, esses dados também podem ser alvo de abusos, violações ou ataques que podem prejudicar a dignidade, a honra, a imagem e os direitos das pessoas.
Por isso, a LGPD estabelece uma série de princípios, direitos e deveres para garantir que o tratamento de dados pessoais seja feito de forma lícita, legítima, transparente e segura. A LGPD também cria a figura da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), um órgão responsável por fiscalizar e orientar o cumprimento da Lei, bem como aplicar sanções em caso de infrações.
Mas o que isso significa na prática? Significa que as organizações que tratam dados pessoais devem se adequar à LGPD e adotar medidas para proteger esses dados contra acessos não autorizados, perdas, alterações ou vazamentos. Significa também que as pessoas têm o direito de saber como os seus dados são tratados, para quais finalidades e por quem. Além disso, as pessoas podem solicitar a correção, a atualização, a eliminação ou a portabilidade dos seus dados, bem como revogar o consentimento ou se opor ao tratamento dos seus dados.
Mas calma, não precisa entrar em pânico! A adequação à LGPD pode ser mais simples do que se imagina. A conformidade não precisa ser uma tortura. Existem algumas dicas e ferramentas que podem ajudar as organizações e as pessoas a se adaptarem à LGPD sem complicações. Por exemplo:
Faça um diagnóstico da situação atual dos seus dados: identifique quais dados você coleta, armazena e compartilha, para quais finalidades e com base em quais bases legais.
Revise as suas políticas e os seus procedimentos: verifique se eles estão alinhados com os princípios e as regras da LGPD, como a minimização dos dados, a finalidade específica, a transparência e a segurança.
Comunique-se com os titulares dos dados: informe-os sobre os seus direitos e os seus deveres em relação aos seus dados, bem como sobre as formas de contato e de exercício desses direitos.
Capacite os seus colaboradores: treine-os sobre os conceitos e as boas práticas da LGPD, bem como sobre as medidas de prevenção e de resposta a incidentes envolvendo dados pessoais.
Busque apoio especializado: conte com o auxílio de profissionais qualificados e experientes em proteção de dados pessoais, como advogados, consultores ou encarregados.
Essas são apenas algumas sugestões para facilitar o seu processo de adequação à LGPD. Lembre-se que a LGPD não é um bicho de sete cabeças. Ela é uma oportunidade para melhorar a sua gestão de dados pessoais e aumentar a sua confiança e credibilidade perante os seus clientes, parceiros e fornecedores. Além disso, ela é uma forma de respeitar e valorizar as pessoas que confiam os seus dados a você.


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